Resenha: Wink Poppy Midnight - April Genevieve Tucholke

Editora Galera Record
Tradutoras: Alda Lima e Maryanne Linz
224 páginas
2017

Poppy é uma garota fabulosa. Querida, popular, loira e de olhos claros. Consegue o que quer, sempre. Mas é má. E gosta de ser má. Midnight é o garoto deslocado. Conhece Poppy desde a infância e é apaixonado por ela. Mora apenas com o pai e aceita ser feito de pano de chão pela garota. Até conhecer a estranha garota ruiva. Wink acredita que todas as histórias possuem heróis e vilões. Possui muitos irmãos e vive numa fazenda. A estranha ruiva acredita que Midnight é o herói das histórias. Um acidente acontece, um desaparecimento em seguida. Quem é herói, quem é vilão, quem é mentiroso?

A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro, pra variar um pouco, foi a sinopse. Para mim, foi um tanto atraente e estranha. Não é que haja algo de especial e diferente, mas foi o suficiente pra eu ficar curiosa. Em seguida, a capa é um tanto intrigante. Simples, preta, com vários elementos estranhos e diferentes. E que em muito condizem com a história.

Tucholke conduz a narrativa exatamente como a sinopse parece aparentar. Rápida, direta e um pouco ácida. Narrado pelos três personagens que nomeiam a obra, todas as narrativas se diferenciam absurdamente, o que deixa bem claro a personalidade única de cada um deles. A trama é bem desenvolvida, e, somado ao fato de o livro ser curto, pude terminá-lo em algumas horas. Além disso, a autora mescla algo contemporâneo com um quê de sobrenatural, com espíritos e o que chamam de bruxaria, acusando Wink, uma das personagens. Portanto, há como uma das características uma história com pessoas normais, sem poderes ou coisas estranhas (será mesmo?), vivendo suas vidas comuns e escolares, mas com um toque ligeiramente bizarro, que deixa a trama mais sombria.

"Haveria lobos e truques e mentiras e enganações e vingança na nossa história."

Não sei, porém, se classificaria a obra como thriller. É um YA com muito suspense, intrigas e coisas meio sobrenaturais. Entretanto, Wink Poppy Midnight não tem muito frenesi. Pelo contrário, o acontecimento que fundamente o livro ocorre em mais da metade do livro passada. Antes disso, temos apenas acontecimentos estranhos, mas nada anormal, apesar de pistas estarem por toda parte. Conhecemos apenas os personagens e o dia-a-dia. Não há a angústia e ansiedade ao longo de toda a obra, apenas mais pro final.

Ainda que não haja ansiedade e angústia ao longo da trama, ela é criada para confundir o leitor a cada segundo, enchendo-o de incertezas e mistérios. Não é impossível adivinhar antes do fim o que acontece; eu havia minhas suspeitas. Porém, é impossível ter certeza se as suspeitas estão corretas. No fim, o que ocorre é uma porção de plot twists que curiosamente, se entrelaçam de forma crível. A incerteza, confusão e a curiosidade que a autora consegue transmitir ao leitor é de fato o ponto alto da trama.

Por isso, Wink Poppy Midnight é uma obra pequena, mas que surpreende para quem gosta do gênero. Confesso que apesar de ter me interessado, não esperava muito do livro, então foi uma grata surpresa, que recomendo também para quem quer uma leitura agradável, estranha e rapidinha.

2 comentários:

  1. Eu tenho bastante curiosidade com essa história.. parece ser interessante, principalmente esse suspense :)

    www.vivendosentimentos.com.br

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  2. Essa história parece ser exatamente como você descreveu: bizarra. Pela sinopse, a gente já sente que vai ser uma coisa bem creepy e meio assustadora. E essa capa, hein? Meu Deus, preciso ler assim que possível!

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