Resenha: A Sábia de Waterloo - Leona Francombe

 
Editora Record
Tradutora: Juliana Romeiro
240 páginas
2015

Em 1815, houve uma batalha que mudou o destino da história que conhecemos hoje. Conhecida como A Batalha de Waterloo, ingleses e francesas lutaram - milhares até a morte -, que teve como palco uma fazenda chamada Hougoumont.
Entretanto, coelhos sobreviveram à grande batalha e agora, seus descendentes relatam tudo o que aconteceu. A encarregada de passar a história é D. Lavanda, a tataravó de William, um coelho branco que difere dos demais e que é muito interessado pela história de onde vive.

Conheci A Sábia de Waterloo há dois anos atrás, e o encanto aconteceu a primeira vista com essa capa maravilhosa, toda aquarelada e com coelhinhos na capa! O interesse aumentou ao saber que se tratava de uma ficção baseada em um fato histórico que, confesso, nem sabia que havia acontecido. Entretanto, só pude fazer a leitura esse ano e posso dizer que esperava mais da leitura.

"Não saber a própria origem é realmente uma reviravolta estranha, como se você tivesse sido separado da ordem natural das coisas e deixado à deriva, sem poder confiar nem mesmo nas maiores obviedades, como o fato de que depois da noite vem o dia."

[HQs #5] Os Impostores: A Garota do Cemitério - Charlaine Harris, Christopher Golden e Don Kramer

Se eu tenho uma tristeza nessa minha vida de leitora é ver o descuido com os quais as obras da Charlaine Harris - famosa pela série de livros, The Southern Vampire Mysteries, que serviram de inspiração para a série de TV True Blood - foram tratadas aqui no Brasil, assim, quando soube que lançariam uma série dela quase entrei em combustão de tanta alegria.

Ela adotou o nome de Calexa Rose Dunhill, inspirada numa lápide do sombrio ambiente em que acordou, ferida e apavorada, sem qualquer lembrança de sua identidade, de quem a jogou lá para morrer ou mesmo do porquê. Fez do cemitério o seu lar, vivendo escondida numa cripta. Mas Calexa não pode se esconder dos mortos - e, quando descobre que possui a estranha capacidade de ver as almas se desprenderem de seus corpos... Então, certa noite, Calexa presencia um grupo de jovens praticando uma sinistra magia. Horrorizada, testemunha o ato insano que eles cometem. Quando o espírito dá vítima abandona o corpo, ele entra em Calexa, atormentando sua mente com visões e lembranças que parecem não ser dela. Agora, Calexa deve tomar uma decisão: continuar escondida para se proteger - afinal, alguém acredita que ela está morta - ou sair das sombras para trazer justiça ao angustiado espírito que foi até ela em busca de ajuda?

Lançada no início de 2017 pela editora Valentina, A Garota do Cemitério traz em 128 páginas a primeira parte da trilogia entitulada de "Os Impostores".

De desenvolvimento bem rápido e de fácil entendimento, a leitura dessa HQ foi bem rápida e agradável já que a trama consegue prender de maneira muito efetiva. Entretanto, essa primeira parte é bem introdutória - até mais do que deveria - deixando diversas incógnitas e questões em aberto que poderiam ter recebido um pouco mais de elaboração, assim como o crime chave desse volume que teve uma solução bem previsível, o que me deixou com a sensação de que a trama poderia ter se estendido um pouco mais. Olhando por outro lado, foi um belo uso do famoso cliffhanger, já que agora eu sou uma leitora desesperada pelo segundo volume que nem tem, ainda, previsão de lançamento por aqui.


Calexa Rose Dunhill é uma protagonista muito interessante. Ela acordou no cemitério sem nenhuma lembrança de sua vida e somente com a certeza de que tentaram matá-la e que vai tentar novamente caso saibam que ela sobreviveu. Assim, Calexa, que retirou seu nome de uma das lápides do cemitério, tenta sobreviverem meio aos mortos e as incertezas sobre quem ela é, até que ela presencia um crime e acaba se tornando a parte que pode fazer com que a justiça seja feita.

Mesmo com a capacidade de ver espíritos, Calexa não é, ao menos nesse primeiro volume, uma heróina; ela é só uma menina perdida na vida e no mundo que tenta lembrar quem ela realmente é e isso me surpreendeu um pouco pois, ao ler a sinopse, meu primeiro pensamento foi pensar que essa capacidade dela se desenvolveria e se tornaria algo maior. Contudo, Calexa não ser uma heroína não é um problema, na verdade acabou tornando a conexão e a empatia com ela mais fácil e rápida.

Com ação, muito mistério e um toque sobrenatural, o cenário é bastante sombrio e tudo isso é repassado na arte de Don Kramer através dos traços fortes, que marcam bem as expressões dos personagens e combinam perfeitamente com os diálogos, e das cores escuras que dominam a maior parte das páginas.

A Garota do Cemitério foi uma excelente escolha da Valentina para adentrar no mundo dos quadrinhos, fazendo sua estreia com uma edição caprichada e sem falhas. Também é uma excelente escolha para quem deseja se aventurar nesse tipo de leitura que é mais visual mas igualmente apaixonante.

Resenha: A Acusada - Patricia Maiolini

Editora Sinna
202 páginas
2017

Marina é uma jovem que conseguiu realizar o sonho de fazer um intercâmbio em uma escola-internato no Canadá. Ao chegar lá, ela imediatamente se dá bem com sua colega de quarto, Elisa, uma garota popular e muito querida pelos alunos, mas que parece mais infeliz a cada dia que passa. Até que Elisa é encontrada morta na frente da fonte do colégio. E o que era pra ser o intercâmbio dos sonhos de Marina, se transforma em uma grande dor de cabeça, a medida que os alunos passam a acusá-la de ser assassina. Mas ela está determinada a provar sua inocência e descobrir quem matou sua colega de quarto.

Finalmente tive a oportunidade de concluir A Acusada, segundo livro da autora Patricia Maiolini.
Nas primeiras impressões, gostei muito da premissa e do rumo da história, apesar de ter algumas ressalvas. Agora, podendo ler integralmente, pude me sanar algumas insatisfações e ter algumas outras ressalvas.

“Estou com medo. Mas preciso enfrentar a escuridão atrás de respostas.”

Resenha: Esqueça o Amanhã - Pintip Dunn



Editora: Galera Record
Tradução:  Ryta Vinagre
384 páginas
2017

Quando completam 17 anos, todos os jovens recebem uma visão do seu futuro que os mostra a que devem dedicar seus esforços. Há grandes atletas, cientistas e chefes de sucesso mas, no caso de Callie, há assassinato. Em sua visão, Callie mata a própria irmã e antes que ela sequer possa entender o que viu, é presa.
Agora, o único capaz de ajudá-la é Logan, uma paixão da infância com quem ela não fala há cinco anos e que a ajudará a proteger a irmã de Callie dela mesma.

"Porque a esperança, por mais irracional que seja, é uma coisa poderosa. Quando as probabilidades estão contra nós, quando a batalha parece insuperável, pode ser que só a esperança nos faça continuar."

Quem conhece meu gosto literário sabe que eu amo uma distopia, assim fiquei de olho nesse livro no segundo em que seu lançamento foi anunciado, tanto pelo gênero quanto pela excelente premissa que ele possui e que me deixou extremamente curiosa.


Resenha: Dois Mundos - Simone O. Marques

 
Editora Butterfly
256 páginas
2017

Marina é uma garota que, por sua aparência, é normal. Mas acaba por aí. Ela é o avatar, uma "casca" para Dana, uma poderosa Deusa que faz parte da tríplice celta. Por isso, Marina vive isolada com a Tribo de Dana numa fazenda no centro-oeste brasileiro, para que seja protegida. Cinco anos do que causou a destruição no país, a garota, nervosa por ser tão presa, resolve desafiar seus guardiões, e junto com eles, se metem em uma enrascada. Agora, eles precisam procurar e encontrar os tesouros raros que só eram contados nas histórias.

Quando Dois Mundos foi lançado no ano passado, li a sinopse e deixei passar, não tinha me interessado pela história, confesso. Recentemente, porém, a editora enviou o exemplar como cortesia e fico muitíssima feliz em dizer que tive uma ideia absolutamente errada do que seria a história de Marina. Mais feliz ainda que tive a chance de ler uma distopia fantástica (mais fantasia, ao meu ver) que chama a atenção pela originalidade.

"Você carrega forças poderosas dentro de si, mas não poderá usá-las em sua plenitude. É apenas um casulo, minha linda, que aprisionou três mulheres muito diferentes. [...] Três deusas poderosas presas juntas. Saiba que todas nós lutaresmos para sermos libertadas."