Primeiras Impressões: A Acusada - Patricia Maiolini

Um bilhete, um diário, o que realmente há por trás dos alunos mais populares de um Colégio?
Aos 17 anos, Marina Moura consegue uma bolsa para realizar seu sonho do intercâmbio em Toronto, Canadá. O que ela não esperava é que fosse obrigada a se enfiar em uma investigação para desvendar um assassinato e, menos ainda, que fosse ser a acusada pelo crime. Todos são suspeitos. Como confiar em alguém? Será mesmo que ela é inocente? Marina conseguirá se livrar da acusação? Ou o assassino será mais esperto?
Era para ser o intercâmbio dos sonhos...

A Acusada é o novo livro da Editora Sinna e o PLI teve acesso aos primeiros dez capítulos para Primeiras Impressões!

O livro já começa com um prólogo misterioso - o assassinato. Em seguida, a história realmente começa, num ponto que é alguns dias antes da tragédia. Conhecemos a protagonista no momento em que ela está indo para o intercâmbio no Canadá e todas as novas experiências que ela passa como a aluna nova. Bem juvenil, tanto o tema, como a escrita - que é muito boa, achei que a princípio, a autora peca no ritmo da história. Tudo acontece rápido demais, não o assassinato em questão, mas todo o resto, o que deixou a trama meio superficial, ao menos no início da obra.

O mistério é bem interessante e ao longo de todo o trecho que pude ler, não consegui ter nenhum suspeito em mente - e pensei nas mais mirabolantes teorias! Logo, o clima de suspense é bom, onde a autora realmente consegue fazer com que o leitor duvide de todas as pessoas.

Fico ansiosa para ter a chance de finalizar a leitura e ver se os pontos que me desagradaram melhoraram e finalmente saber quem matou a personagem.

Resenha: Rubi de Sangue - Denise Flaibam




Publicação independente
364 páginas
2015

Arabella Snow é a pirata mais temida de sua geração. Corajosa e arrebatadora, para ser perfeita ela só precisava deixar de ser a personagem fictícia favorita de Moira, que em toda sua vida sonhou em ser como ela.
Moira vive uma vida pacata, tradicional e monótona, cercada de nobres e regras de boas maneiras, mas o que ela não faz ideia é de que sua vida está ligada a lenda de um tesouro. Guiada pelo relicário de rubí deixado por sua mãe, Moira precisará encontrar coragem para entrar no mundo da pirataria e tentar salvar seu pai e a si mesma.

"Você precisa ser forte; precisa deixar a antiga Moira para trás. Cresça, se fortifique. Seja sua própria heroína."

Moira é uma garota criada nos moldes ditados pela sociedade mas que sempre sonhou em viver aventuras como as que lê nos livros de Arabella Snow, uma heroína pirata cheia de coragem que vive as mais bravas aventuras em alto mar. O que Moira não imaginava é que o seu destino mudaria completamente após um ataque pirata à sua pacata cidadezinha que a obrigaria a desbravar o mundo em busca de um grande tesouro.

[HQs #4] Ms.Marvel: Nada Normal - G. Willow Wilson e Adrian Alphona

A HQ de hoje é uma história que me chamou a atenção desde que eu soube da sua existência por conta da sua aparente originalidade em meio a um contexto já conhecido pelos apreciadores de histórias em quadrinhos.



Kamala Khan é uma garota comum de New Jersey até que subitamente ganha dons extraordinários. Mas quem é realmente a nova Miss Marvel? Adolescente? Muçulmana? Inumana? Saiba a resposta conforme ela toma de assalto o Universo Marvel! Ao descobrir os perigos associados aos seus recém-descobertos poderes, Kamala precisa lidar também com o segredo que existe por trás deles. Estará a jovem Miss Marvel pronta para utilizar seus imensos dons? Ou o peso do legado que tem a carregar será mais do que ela pode aguentar? Nem a própria Kamala sabe ao certo, mas New Jersey que se prepare, pois a Miss Marvel chegou para ficar!

Lançada em 2015 pela Panini Comics em parceria com a Marvel, Ms. Marvel traz uma heroína repaginada que vai muito além do que aparenta. Com 132 páginas, a Panini reuniu em um único volume as cinco primeiras histórias da personagem, divididas em partes que vão de 1 a 5, e mais uma pequena história de apresentação em edições que possuem a versão capa dura e brochura. À primeira vista muito bonita, a edição nacional na verdade deixa um pouco a desejar por conta de alguns erros que careceram de maior atenção: algumas páginas borradas, outras com a impressão desfocada ou apagada e duas partes nomeadas com o mesmo título (a parte quatro e a cinco vêm nomeadas como "Parte Quatro de Cinco").

Se a edição deixou a desejar, por outro lado a história de Kamala Khan, uma adolescente nerd de dezesseis anos, viciada em vídeo games e muçulmana que adquire super poderes após ir escondida à uma festa na qual não tinha permissão para ir, é mais do que bem feita. A começar pela própria protagonista que normalmente seria não mais do que uma personagem secundária; aqui ela é, acertadamente, o centro das atenções.

Willow Wilson nos apresenta um roteiro tradicional, onde vemos Kamala lidando com suas inseguranças adolescentes enquanto desvenda seus poderes, cheio de referências aos Vingadores, que por sua vez são meros coadjuvantes, e elementos típicos da cultura islâmica que tornam a trama singular além de personagens auxiliares mais do que interessantes.Por sua vez, Adrian Alphona traz ilustrações mais do que belas, ricas em expressões e lindas de se ver, contudo sem sair muito dos traços tradicionais das HQs.

Ms. Marvel é uma história de herói adolescente daquelas já conhecidas mas que inova ao dar destaque a culturas e nacionalidades que antes não teriam tamanho espaço em tal publicação, enriquecendo a narrativa de Kamala com temas como religião e conflitos culturais.

Aqueles mais conhecedores do mundo dos heróis devem estar pensando que a Ms. Marvel já existe e nada tem haver com uma adolescente nerd. Sim, vocês estão certos, Carol Danvers aqui (a antiga, por assim dizer, Miss Marvel) nada mais é do que uma pequena, embora importante, participação na criação dessa personagem que vai além da repaginação.

De linguagem simples e bem humorada, Ms. Marvel é um quadrinho divertido e agradável de se ler que entretém enquanto aborda assuntos de relevância e gera reflexões. Um título que vale muito a pena ser lido por qualquer um que goste do gênero, de uma super-heroína que chegou para ficar.

Resenha: O Canto Mais Escuro da Floresta - Holly Black

Editora Galera Record
Tradutora: Camila Pohlmann
294 páginas
2017

A cidade de Fairfold é diferente das outras. É o lugar onde humanos e criaturas místicas teoriacamente convivem em paz, por mais que algumas pessoas sumam e sejam encontradas alguns dias depois e todos precisem usar amuletos de proteção. Somado a isso, no meio da floresta há um caixão de vidro, onde um jovem garoto com chifres descansa há dezenas de anos. Hazel e Ben Evans sempre sonharam que o garoto era o príncipe deles, que teria de ser salvo. Conforme o tempo passa, as aventuras são esquecidas... Até que o garoto de chifres acorda e some. Agora, Hazel precisa tornar suas histórias de infância reais, para proteger aqueles que ama e evitar que Fairfold seja tomada pelos seres da floresta.

Já tive a oportunidade de ler dois livros de Holly Black: A Menina Mais Fria de Coldtown e O Desafio de Ferro - esse último com Cassandra Clare. Eu não vou mentir, não gostei muito de nenhum dos dois, acho que principalmente, por achar que faltava algo na história. Não havia algo realmente interessante ou “uau” em meu ponto de vista. Logo, apesar de a capa de O Canto Mais Escuro ser arrasadora (parabenizo o trabalho!) e a sinopse ser bem atraente, li o livro com certo receio. E no fim foi ótimo, porque a história superou minhas expectativas.

“Tinha de lutar com eles, com todos eles, até chegar ao monstro no coração da floresta e terminar com aquela maldade de uma vez por todas, para que todos em Fairfold ficassem em segurança para sempre.”

Resenha: Sonata em Punk Rock - Babi Dewet

Editora Gutenberg
300 páginas
2016

Valentina Gontcharov é uma jovem garota que adoraria viver da música, mas não pode devido às condições financeiras com a mãe, já que o pai, famoso violinista, abandonou a ambas. Tudo muda quando Tim, como prefere ser chamada, é aceita na Academia Margareth Vilela, famosa academia de música brasileira. Com seu estilo punk rock e conhecimento e falta de interesse nulo em música clássica, Tim terá que superar seus medos, inseguranças e preconceitos, precisando encarar o temido piano. O que torna as coisas mais difíceis é Kim, um pianista prodígio arrogante e metido, que parece estar em cada lugar que ela vai.

Há alguns anos atrás, em 2011, li o primeiro livro de Babi Dewet, Sábado à Noite. Confesso não lembrar muito sobre e nesses seis anos, cheguei a me afastar e reaproximar do mundo literário. Quando li que ela lançaria Sonata em Punk Rock, fiquei eufórica por dois motivos: o primeiro, poder novamente ler algo dela; o segundo, por causa da capa linda e maravilhosa. E que delicinha foi conhecer o início da carreira musical de Tim.

Babi Dewet tem uma narrativa bastante despojada. Para contar a vida de Tim, o livro é narrado em terceira pessoa, mas como se fosse um filme onde a protagonista narra a própria história. Com isso, temos vários questionamentos, comentários engraçadinhos e mesmo que o leitor não “esteja” na cabeça da personagem, é fácil compreender o que está sendo sentido.

“O amor pela música sempre deveria ser maior do que a responsabilidade.”